
Bem sei que Portugal tem tanto problema a resolver, que esta "bandeira" dos chamados "casamentos gay" parecem miudências de quem tropeça numa pedra de calçada. No entanto a emergência deste tema, - ainda muito "tabu" entre nós - , é por si só um estigma absurdo dum Portugal que ainda está preso às amarras dum provincianismo anacrónico.
Negar o direito de quem "ama" e vive de maneira distinta da nossa, é insistir numa traço de segregação cultural que já não tem qualquer justificação objectiva de existir, quer por um estado laico, quer por um povo democrático.
Por sua vez, a Conferência Episcopal Portuguesa através dos seus bispos há pouco reunidos em Fátima, fazendo jus à corporação dogmática que é, lá admitiu a possibilidade de vir a pedir ao Governo a realização de um referendo ao casamento homossexual. Aliás nada de novo vindo desta Igreja.
Apesar da legitimidade que assiste aos defensores de uma ou outra posição, é o caricato daqueles que pedem a instituição referendária. Sendo esta um questão que foi sufragada nas últimas eleições legislativas que constava do programa socialista, não se percebe do porquê que a proposta não possa ser aprovada no Parlamento nacional.
Há neste país umas castas donzelas que se arrepiam, se o casamento homossexual é votado na Assembleia, mas depois acomodam-se e nem piam, quando o Tratado de Lisboa não vai a referendo popular...
Cuidem mas é da vida e deixem da mão a felicidade dos outros!

