
Sócrates parece querer trilhar o mesmo destino do seu ex-chefe Guterres. Aquele engenheiro (este sim de grandes médias e ao que parece sem recadinhos de papel timbrado de qualquer ministério), que também abandonou o país quando o mergulhou num pântano. Um caminho de verdadeiro suicídio político, que parece prognosticar uma renúncia por questões mínimas (0,04 %) do PIB. Assim a acontecer será mais um PM a juntar-se à galeria dos que nos abandonaram voluntariamente: Guterres e Durão. O primeiro alegou não ter condições para governar, o segundo saiu para "governar-se"...
Por muita razão e argumentos que assistam ao governo socialista, no quadro de contenção e moderação que a situação económica do país exige, a revisão da LFR é um mal menor no quadro geral do Estado. Até a esquerda mais revolucionária reconhece isso em São Bento. Contingências deste quadro parlamentar saído das últimas legislativas. Tiques totalitários de quem continua a governar como se ainda estivesse confortavelmente instalado, como na anterior legislatura.
Corremos todos o risco de ficarmos confiados a um governo de gestão até a AR poder ser dissolvida, como um carro com motor gripado em "ponto-morto". Ninguém há-de morrer por isso, é certo. Contudo adiaremos uma hipótese de rumo, num quadro crescente de dificuldades acrescidas. Daquelas que não dependem da conjectura externa. Daquelas que só nós seremos chamados a responder.
A fasquia verbal de Sócrates e Teixeira dos Santos há poucas semanas atrás no seu posicionamento sobre uma eventual revisão da LFR, deixa pouca margem de manobra para ambos salvarem a face. Os próximos dias dirão se isso seria um prelúdio consciente, do final duma curta composição.
Na política, a teimosia, a birra e o orgulho não fazem dos verdadeiros GOVERNANTES, homens mais honrados e dignos de serem lembrados. Talvez por isso, hoje seja raro ouvir falar em ESTADISTAS.