...A VACINA
...A VACINA
Este cão é um embaixador do Funchal. Votado à sua errante sina, como tantos outros percorre as artérias da cidade, nos seus eixos mais turísticos. Lembro-me de há uns anos o Diário de Notícias da Madeira, ter-lhe dedicado um texto com referências várias às suas características que o distinguem da restante alcateia de "errantes" que vagueiam nas ruas da nossa turística cidade.




No mesmo espaço proliferam estas pequenas "barracas" de improviso que vendem aos turistas os seus serviços de lazer marítimo. Ninguém contesta o negócio e a sua oferta a um destino turístico. Agora quem licencia esta aparente anarquia, devia preocupar-se em disciplinar alguma uniformidade e homogeneidade nesta "barracada" pindérica que só empresta um atentado à visão, e à história de tão nobre espaço.
Há até uma cabine envidraçada (ladeando o lado oposto à ferrolharia) da majestosa entrada do cais, que parece silenciosamente a anunciar um desfile grotesco de tabuados e caixilharias policromáticas que ferem logo abaixo, qualquer vestígio de bom-gosto...
Mas não se pense que os atentados deste espaço são apenas ferros, betão ou barracas.
Há também os "avançadinhos". Aquelas coberturas "manhosas" não contempladas no projecto inicial, mas que até dão jeito, percebem? Aquele tipo de desenrasque que muitos munícipes fazem nas suas casas para aumentar espaço, mas que depois caem lá os fiscais de máquina fotográfica numa mão e montes de regulamentos noutra.
Pelo menos na Playa del Inglés há um padrão mais uníssono...
Mais uns pormenores da degradação avançada dos materiais, captada no local.

Há dias o Município do Funchal exortou com prazo determinado (E BEM), a que o Condomínio do Edifício Infante procedesse de imediato às obras necessárias para que o seu aspecto degradado fosse reabilitado.
E este espaço público no mesmo local? Quem o acode?

