sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

A "CUNHA" das VACINAS para a GRIPE SUÍNA

A "CUNHA" PARA... ...A VACINA



A ser verdade a notícia de hoje em destaque do DN-M, apraz-me registar a esperança, de que ESTA teoria esteja certa!! ☺☺

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Casamentos Homossexuais


Quer queiramos ou não, o nosso preconceito e resistência à mudança, provocam ainda muita estigmatização e sofrimento noutros nossos congéneres. A sua distinta orientação sexual, que não a "nossa", faz-lhes ser vedado o acesso ao casamento civil e suas naturais decorrências e demais efeitos jurídicos, sendo-lhes reservado uma espécie de ghetto social, algo quase exótico e marginal.
É certo que as mentalidades têm mudado, sobretudo no nosso meio doméstico e paroquial, contudo ainda há um longo caminho a trilhar para que todos sejamos cidadãos de pleno direito, como consagra a nossa Lei Constitucional.
A relação dos afectos trancende a questão do género e muito mais a da procriação, como desígnio religioso. Da mesma forma que a noção de família no seu sentido tradicional, como 1/3 da trilogia do nosso "Estado Novo" de Oliveira Salazar - Deus, Pátria e Família - , é algo que necessita evoluír deste conceito hermético e retrógado.

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Desdobramentos abusados

Jaime Gama, presidente da Assembleia da República decidiu acabar com as viagens dos deputados em primeira classe e impede-os de desdobrar bilhetes em executiva, para poderem levar consigo um acompanhante. Esta determinação resultou de vários abusos detectados em vários parlamentares. Quis o bom senso que votada esta proposta no parlamento, foi acolhida por unanimidade.
Claro que no que toca a estes abusados privilégios que agora chegam ao fim, há sempre aqueles que se ressentem. Invocam até uma condição forçada de celibato que diminui aspectos protocolares, imagine-se!
E aqueles portugueses que se vêem forçados a deslocalizações forçadas no seu trabalho diário e precisam de o manter, para sobreviver?
Há coisas fantásticas!

Neverland dos Gatos


A "Terra do Nunca" é um ambiente imaginário de Walt Disney e entre demais "coisas" é um rancho no Condado californiano de Santa Barabara, pertencente à desaparecida estrela-pop Michael Jackson que transformou aquele espaço numa espécie de offshore da realidade comum dos mortais. Esse mundo imaginário que povoa os sonhos infantis, infelizmente encontra alguns espaços tão surreais que de nada têm de idílico e de sonho. Antes pelo contrário, remetem-nos para uma realidade que tem tanto de estúpida quanto de irresponsável. Isto para ser suave na adjectivação.
Relata-nos o Diário de Notícias da Madeira na sua edição de 13 de Novembro, que alegadamente os "soldados da paz" de Porto Santo, recusaram-se a socorrer um animal em dificuldades em cima de um poste de electricidade por a estrutura do poste ser da Electricidade da Madeira e além do mais, não tinham meios suficientes para acorrer a uma eventual situação que envolvesse a vida humana enquanto socorressem o animal.
Além das questionáveis justificações dos BVPS dadas à pessoa que pediu auxílio, outras questões emergem deste quadro.
Admitindo que os BVPS não têm meios suficientes para ocorrer a mais do que uma ocorrência em simultaneo, convém lembrar que aquele Concelho nos últimos anos mereceu um investimento público brutal em infraestruturas, mas pelos vistos em tantas questões básicas continua retrógrado.
Só há bem pouco tempo foi feito o canil municipal do Porto Santo. Resta saber agora, se para o seu funcionamento, colocarão placas por toda a ilha destinadas a que os animais as leiam com indicações de como se podem deslocar até lá!! Pois pelos vistos só assim é que lá vai parar algum.
A este respeito deixo aqui um link da Associação dos Amigos dos Animais de Porto Santo.

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Vagueando no Funchal...

Este cão é um embaixador do Funchal. Votado à sua errante sina, como tantos outros percorre as artérias da cidade, nos seus eixos mais turísticos. Lembro-me de há uns anos o Diário de Notícias da Madeira, ter-lhe dedicado um texto com referências várias às suas características que o distinguem da restante alcateia de "errantes" que vagueiam nas ruas da nossa turística cidade.


Acompanha os turistas em passos vagarosos mais firmes. Abre alas aos carros de bebés através dos seus latidos inconfundíveis com uma sonoridade que desvela o peso de alguma idade.


Desconheço o seu nome - se é que tem -, mas aquela pose afirmativa do simpático rafeiro, não deixa de constituir um dos quadros vivos de uma cidade que a tantos seus congéneres de quatro patas, reserva pouca atenção.

Histórias felizes


Kevin Rudd, o Primeiro-Ministro australiano de visita a uma base militar no Afeganistão, recebeu uma cadela de raça labrador pertencente ao exército australiano, que havia sido dada como perdida em batalha, numa zona do Afeganistão há 14 meses.


Sabi (o nome da cadela) foi devolvida pelo general norte-americano Stanley McChrystal após um soldado americano a ter encontrado durante uma patrulha.

Na altura do seu desaparecimento esta cadela acompanhava uma patrulha de soldados australianos e afegãos, quando caíram numa emboscada na remota província de Uruzgan em Setembro de 2008, de que resultaram nove militares feridos.

Pela notícia aqui registada, a cadela está a fazer exames antes de ser definida uma data de regresso ao seu país. Consta que durante este tempo ela fosse tratada por alguém, pois a sua condição geral é boa.

Se pensarmos que aqui na Madeira abandonam-se animais na serra, nunca pensaria que no tumultuoso Afeganistão alguém cuidasse de algum cão perdido...Ainda por cima de uma força militar ocidental.

"Hipotecáveis"?

Se este património já estivesse nas "mãos" da RAM, quantos milhões de euros, valeria o Palácio de São Lourenço à PATRIRAM?...

...E a Fortaleza do Pico?

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Zona ribeirinha do Funchal


O Cais da Cidade constitui uma das mais nobres portas de entrada do Funchal, fazendo-nos transportar para uma época romântica, plena de história e de glamour. Infelizmente essa zona ribeirinha e de praia do Funchal ostenta "isto" que a imagem retrata há já muitos e "demais" anos.

Um monte de ferragens oxidadas pela maresia e uma sapata de betão que choca a vista e retira nobreza à vista privilegiada que dali deveríamos ter direito. Nós e quem nos visita.
Mesmo após a natureza nos ter livrado daquele horrendo balão, há coisas que até é bom que a natureza não se lembre de arrasar, pois os danos colaterais seriam terríficos!

No mesmo espaço proliferam estas pequenas "barracas" de improviso que vendem aos turistas os seus serviços de lazer marítimo. Ninguém contesta o negócio e a sua oferta a um destino turístico. Agora quem licencia esta aparente anarquia, devia preocupar-se em disciplinar alguma uniformidade e homogeneidade nesta "barracada" pindérica que só empresta um atentado à visão, e à história de tão nobre espaço.

Há até uma cabine envidraçada (ladeando o lado oposto à ferrolharia) da majestosa entrada do cais, que parece silenciosamente a anunciar um desfile grotesco de tabuados e caixilharias policromáticas que ferem logo abaixo, qualquer vestígio de bom-gosto...

Mas não se pense que os atentados deste espaço são apenas ferros, betão ou barracas.
Há também os "avançadinhos". Aquelas coberturas "manhosas" não contempladas no projecto inicial, mas que até dão jeito, percebem? Aquele tipo de desenrasque que muitos munícipes fazem nas suas casas para aumentar espaço, mas que depois caem lá os fiscais de máquina fotográfica numa mão e montes de regulamentos noutra.

Pelo menos na Playa del Inglés há um padrão mais uníssono...

Mais uns pormenores da degradação avançada dos materiais, captada no local.



Há dias o Município do Funchal exortou com prazo determinado (E BEM), a que o Condomínio do Edifício Infante procedesse de imediato às obras necessárias para que o seu aspecto degradado fosse reabilitado.
E este espaço público no mesmo local? Quem o acode?




segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Felicidades menores


Bem sei que Portugal tem tanto problema a resolver, que esta "bandeira" dos chamados "casamentos gay" parecem miudências de quem tropeça numa pedra de calçada. No entanto a emergência deste tema, - ainda muito "tabu" entre nós - , é por si só um estigma absurdo dum Portugal que ainda está preso às amarras dum provincianismo anacrónico.
Negar o direito de quem "ama" e vive de maneira distinta da nossa, é insistir numa traço de segregação cultural que já não tem qualquer justificação objectiva de existir, quer por um estado laico, quer por um povo democrático.
Por sua vez, a Conferência Episcopal Portuguesa através dos seus bispos há pouco reunidos em Fátima, fazendo jus à corporação dogmática que é, lá admitiu a possibilidade de vir a pedir ao Governo a realização de um referendo ao casamento homossexual. Aliás nada de novo vindo desta Igreja.
Apesar da legitimidade que assiste aos defensores de uma ou outra posição, é o caricato daqueles que pedem a instituição referendária. Sendo esta um questão que foi sufragada nas últimas eleições legislativas que constava do programa socialista, não se percebe do porquê que a proposta não possa ser aprovada no Parlamento nacional.
Há neste país umas castas donzelas que se arrepiam, se o casamento homossexual é votado na Assembleia, mas depois acomodam-se e nem piam, quando o Tratado de Lisboa não vai a referendo popular...
Cuidem mas é da vida e deixem da mão a felicidade dos outros!

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

"Betices" e Fardas


A utilização de fardas por parte dos estudantes e seus educadores/professores foi novamente repescada pelo deputado André Escórcio.
Estou totalmente de acordo com a sua posição.
A escola é um local de trabalho com acrescidas responsabilidades, no tipo de sociedade que forma, não apenas no nível técnico, mas sobretudo em diversos aspectos da cidadania. Todos sabemos do valor e apelo da imagem que o consumismo cedo induz. São os estereótipos do marketing que tipifica o "status-quo" dos indivíduos, que os estratifica em rankings sociais, pressionando aparências virtuais na aceitação e enquadramentos sociais, etc.
O ambiente escolar público ou privado deve ser o mais democrático possível a todos os seus utentes. Essa é também uma função extra-curricular de uma escola inclusiva, em que o filho do operário ou de um capitalista na partilha do mesmo espaço, não deve dar azo a constrangimentos pela forma de vestir-se. (Nem reparem na terminologia marxista de circunstância do "operário" e do "capitalista". Eu também não advogo um qualquer conto infantil adaptado de Karl Marx).
O temperamento democrático deve ser apreendido desde tenra idade, nos primeiros anos de socialização, em que se começam a estabelecer os primeiros contactos com os demais congéneres. A escola é um desses espaços mais propícios a essa aprendizagem. Já bastam as evidentes diferenças dos papás e mamãs que trazem os bons carros quase à sala de aula, (para não falar das viaturas oficiais pretas - de todos nós - que transportam os filhos de um Deus maior e usurpador.
Não tenho qualquer concepção idílica duma sociedade, mas creio que a escola tem importantes responsabilidades em contribuir para o esbatimento das diferenças, sobretudo aquelas que se manifestam tão cedo num espaço comum de identificação e convivência.
Já basta o mundo exterior, a exercer constante pressão sobre um consumismo desenfreado. As marcas e os logos nas roupas e calçado, são pequenos sinais apreendidos que derivam em endeusamentos e sectarismos prejudiciais na formação cívica.
Quantos de nós de maneira mais ou menos próxima, já não assistimos a amuos e pressões de crianças e adolescentes sobre as suas famílias para a aquisição de determinado calçado ou roupa, sabendo nós, que além da natural forma de afirmação pesssoal, há um peso do "socialmente aceite e estabelecido" por uma franja da moda e do que é cool e "fixe"? Quantos sacrifícios sujeitam-se os pais para proporcionar essa efemeridade aos seus filhos? Sobretudo quando a função dos educandos é estudar e preparar-se para a vida? Assim estejam também os pais, cientes e atentos do seu fulcral papel enquanto educadores, sem alhearem-se destes fenómenos.
Por isso sou a favor da farda. Uma maneira de esbater aquelas diferenças que a escola e toda a comunidade educativa dispensam.